quinta-feira, janeiro 18, 2007

Isaura (1º andar)

Situa-se num apartamento antigo no 1º andar por cima do restaurante principal. Para entrar é necessário tocar à campainha, como se fossemos visitar alguem que mora no prédio. Entramos dentro de uma casa típica antiga onde os vários quartos estão repletos de mesas de restaurante.
O aspecto geral é antiquado mas decente.
Tem 2 pratos do dia e um conjunto adicional de pratos fixos. O preço do prato varia entre os 6 e 7eur.
O couvert é inferior ao habitual, em vez de pão há quadradinhos de tosta, azeitonas secas e um micro-prato com pedaços de queijo dentro de uma concha de papel de prata.
Os pratos experimentados estavam aceitáveis tendo em conta o nível de preços.
A quantidade chegava ao suficiente mas sem margem, quem tiver um pouco mais de apetite poderá ficar insatisfeito.
As sobremesas são as típicas tirando talvez a taça de maça que parece comida para bébé com cobertura de leite creme, num entanto, nao é desagradável. O café, tal como na maioria dos restaurantes, é fraco.
O serviço é algo lento mas muito prestável e simpático.
Se o preço fosse superior não poderia ser recomendado, mas com este nível de preços merece pelo menos a experiência.
Gostei: Preço, espaço peculiar
Não gostei: quantidade, qualidade
Apreciação: Experimentar com alguma hesitação
Localização: Av. Paris, n.4, 1-Dto

4 comentários:

Anónimo disse...

Está a brincar? Este restaurante é uma MARAVILHA !!!

Anónimo disse...

Após ter lido esta crítica...Nada como constatar a descrição que me pareceu surreal "quartos repletos de mesas de restaurante"?.
Bom e lá fui. Devo dizer levando na manga outra informação de colegas que por lá param habitualmente - bacalhau assado com migas de broa.
Toquei de facto a campainha acedi ao referido espaço e encontrei uma ampla sala que pode transformar-se em espaços isolados para pequenos grupos através de portas de vidro fosco.Decoração simples mas adequada à função. Confirmei o que já tinha ouvido comentar aos colegas, comida caseira, saudável,quantidade que baste(para mim)e a relação preço/qualidade/quantidade,dentro do normal. Aliás, em termos de qualidade,é mesmo acima da média.
Ambiente, agradável,atendimento afável, tempo de espera o normal para comida preparada na hora.
Pena este tipo de espaços tender a acabar por falta de enquadramento tipificado. Contrasensos...

Sodia Galego Dias disse...

Não posso deixar de fazer alguns reparos à crítica que acabo de ler, a qual me parece absolutamente desconforme com a realidade (confesso que, por uns instantes, duvidei que se tratasse, de facto, do "Restaurante Isaura" que conheço e frequento há uns anos).
A descrição do espaço físico não é exacta: não se trata de um 1º andar de um apartamento antigo por cima do restaurante principal, tão pouco existem quartos repeletos de mesas de restaurante. Trata-se sim de um espaço com dois pisos, sendo um em piso térreo (R/C) e outro na cave, constituído por sala ampla com divisórias em madeira e vidro, compondo assim um espaço acolhedor, com muita luminosidade. O espaço em si não é invulgar para um qualquer restaurante. Destaca-se dos demais pela simplicidade bem cuidada e pelo ambiente calmo.
A ementa é composta por pratos da cozinha tradicional portuguesa e lisboeta de inspiração popular, invulgarmente bem confeccionados e em quantidades mais que suficiente. Destaco em particular, ao meu gosto pessoal e consoante a altura do ano, a perdiz à Isaura, a Lebre com feijão branco, o Bacalhau assado com migas à moda de Figueiró dos Vinhos, as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, a lampreia, a vitela à transmontana, as ameijoas à bulhão pato, entre outros... todos eles uma verdadeira maravilha de sabores! Todos os pratos são confeccionados na altura, pelo que a demora é plenamente justificável e vale bem o tempo de espera. Espera essa que vale bem a pena ser preenchida com entradas... todas elas excepcionais e algumas invulgares para um restaurante em Lisboa: a Orelha de coentrada, os Cogumelos grelhados com bacon, os peixinhos da horta, o gaspacho à alentejana, umas Ameijoas na
cataplana ou à bulhão pato.
As sobremesas, para além da variedade e do facto de serem todas caseiras, são tudo menos "as típicas", entre elas devo destacar a mousse de chocolate, o leite creme (divinal!), a enxarcada e, pela originalidade, a papaia à Isaura. Os queijos são igualmente bem seleccionados e muito bons.
Mas, a singuralidade deste restaurante reside na garrafeira: extraordinariamente bem escolhida e muito vasta, é considerada uma das melhores do país. Ou não fosse o Senhor Costa um exímio especialista em matéria de vinhos. Este restaurante prima ainda pela simpatia e atenciosidade dos empregados, sempre muito discretos e cordiais. Há alguns anos que frequento este restaurante e nunca tive qualquer reparo a fazer em termos de qualidade (ou quantidade) da ementa ou qualidade do serviço. São ambos excepcionais e pouco habituais! E de todas as pessoas que experimentaram o restaurante tão-pouco conheci quaisquer crítica. Vale, por isso, mais do que a experiência! Mas a crítica é sempre admissível e o seu contraditório é útil para tentar uma segunda vez, não fosse este um estabelecimento de invulgar qualidade com mais de meio século, idade rara para um restaurante.

Vertigo disse...

O melhor restaurante de Lisboa atenta a qualidade-preço. Leite creme imbatível.